Justiça
Publicado em 17/07/2026, às 20h09 Sérgio Amaral/ STJ Redação Bnews
A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, apresentou um relatório urológico que aponta uma disfunção erétil como um dos elementos que comprovariam a inocência do magistrado diante as acusações de importunação e assédio sexual.
Para o STJ, os advogados de Marco Buzzi argumentam que as alegações contra o ministro são falsas e que os depoimentos de vítimas apresentam contradições.
É apontado pela defesa que as acusações podem ter sido desmotivadas por um conluio entre as denunciantes por sentimento de vingança, mal-entendidos ou interesses pessoais e que atos de Buzzi podem ter sido ampliadas e transformadas em "falsos episódios" de assédio.
"Essas alegações de assédio, já comprovadas falsas, causaram irreversíveis danos à imagem do defendente, à sua reputação profissional, sua vida pessoal, causando-lhe marcas irreversíveis, eternas cicatrizes, incapacitando-o até mesmo para o exercício de determinadas atividades", diz o documento apresentado ao STJ na quarta-feira (15) e revelado pela Folha de São Paulo.
Marco Buzzi foi acusado de importunação sexual e assédio por duas denunciantes. A primeira foi feita em janeiro pela filha de um casal de amigos do ministro. Ela narrou ter sido agarrada durante um banho de mar no litoral de Santa Catarina.