Justiça

Advogado preso por suspeita de estuprar uruguaia em Itacaré é identificado; OAB acompanha caso

Walter Gomes Marques Neto, de 47 anos, foi preso após denúncias de violência sexual contra uma mulher uruguaia em Itacaré  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 12/08/2026, às 18h28 - Atualizado às 18h34   Reprodução / Instagram   Redação Bnews

O advogado Walter Gomes Marques Neto, de 47 anos, foi identificado como o suspeito de estuprar uma mulher uruguaia, de 55 anos, em Itacaré, no sul da Bahia. Baiano e com registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia e em Sergipe, ele foi preso na terça-feira (11), durante a Operação Malhas da Lei, realizada por equipes da Delegacia Territorial de Itacaré. As informações são do Jornal Correio.

Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido atraída pelo investigado com uma proposta para trabalhar na administração de um camping na comunidade de Matinha, zona rural do município. Em depoimento, a mulher relatou ter sido vítima de violência sexual em duas ocasiões após chegar ao local. A denúncia motivou as diligências que resultaram nas medidas judiciais contra o advogado.

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O investigado também já estava submetido a uma medida cautelar que o impedia de entrar no Fórum de Itacaré, determinação concedida pela Justiça em favor da juíza titular da comarca. Após a prisão, Walter Gomes foi encaminhado para uma unidade policial e permanece à disposição da Justiça. A OAB foi oficialmente comunicada devido à condição profissional do suspeito.

Em nota conjunta, a OAB Bahia e a Subseção Ilhéus informaram que acompanham o episódio tanto para assegurar as prerrogativas profissionais previstas no Estatuto da Advocacia quanto para apurar uma possível infração ético-disciplinar. A entidade ressaltou que a atuação relacionada às prerrogativas não significa defesa pessoal do investigado nem posicionamento sobre as acusações. O caso também será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-BA para análise independente da investigação criminal.

“Ressalte-se que atuação da Ordem nestes casos é estritamente institucional e se desenvolve nos limites dos regramentos aplicáveis, tanto na dimensão da proteção das prerrogativas profissionais quanto na da responsabilização ética dos inscritos, sem que uma exclua ou condicione a outra”, afirmou a entidade. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do caso.

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