Justiça

Andrei Rodrigues alertou sobre riscos de paralisar investigações do filme Dark Horse

Diretor-geral da Polícia Federal destaca riscos de paralisia em investigações sobre desvios de recursos federais relacionados ao filme Dark Horse  |  Foto: Divulgação

Publicado em 09/09/2026, às 11h35   Foto: Divulgação   Claudia Cardozo

O diretor-geral da Polícia Federal, Andre Rodrigues, alertou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o risco imediato de paralisar investigações sensíveis sobre desvios de recursos federais destinados a empresas ligadas à produção do filme Dark Horse. O aviso foi o ponto de partida do requerimento apresentado ao ministro Flávio Dino, para anular a ordem de afastamento expedida pelo ministro André Mendonça.


Andrei sustentou que a decisão monocrática proferida por Mendonça desestruturou a rotina da corporação e travou a análise de um vasto acervo probatório compartilhado pela Polícia Civil de São Paulo. O material apura se verbas de emendas parlamentares do orçamento da União foram drenadas para o financiamento da obra audiovisual.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular


Desfalque em equipe e prazos judiciais


Na petição com pedido de tutela provisória de urgência, a defesa do dirigente policial destacou que a perda cautelar da função executiva desorganizava diretamente as frentes de trabalho destacadas para a operação:


O seu afastamento do cargo de Diretor-Geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da instituição”.


Segundo Andrei, o inquérito de Dark Horse depende da execução de atribuições previstas no artigo 36 do Regimento Interno da Polícia Federal, cuja continuidade restaria inviabilizada com a vacância forçada no comando da corporação e com a demissão de sua cúpula diretiva.


Salvo-conduto e ataques à legitimidade do Novo


No plano processual, Andrei sustentou que o Partido Novo cometeu abuso ao ingressar com o pedido de afastamento, por não ter legitimidade ativa para pleitear cautelares penais, competência exclusiva do Ministério Público e de delegados. Lembrou ainda que o processo ocorre em pleno calendário eleitoral e que o tema já havia sido avocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, para julgamento no Plenário, o que impedia qualquer interferência paralela da Segunda Turma. O argumento convenceu Flávio Dino, que acolheu o perigo de dano aos inquéritos sob sua relatoria e determinou a volta de Andrei ao posto máximo da Polícia Federal.

Classificação Indicativa: Livre


Tagspolícia federalstfMinistério PúblicoSupremo Tribunal FederalAndré MendonçaFlávio Dinopartido novocalendário eleitoralEdson FachinAndrei RodriguesDark horse