Justiça

Apenas 4,2% dos presos que receberam liberdade provisória retornaram para uma nova audiência de custódia, revela dado da Defensoria

Defensoria Pública do Estado apresentou, nesta quarta, dados de pessoas que foram presas em 2023 na Bahia  |  Joilson César/BNews

Publicado em 09/10/2024, às 12h04   Joilson César/BNews   Alex Torres e Victória Valentina

A Defensoria Pública do Estado da Bahia apresentou, nesta quarta-feira (9), o novo Relatório das Audiências de Custódia em Salvador, que divulga dados como o perfil social de pessoas que foram presas em 2023, nível de reincidência, além de outras informações sobre justiça criminal.

A coordenadora do DP, Alexandra Soares, revelou que apenas 4,2% das pessoas que tiveram liberdade provisória concedida pela Justiça incorreram em novas audiências de custódia no período de um ano. Segundo ela, há uma diferença entre reincidência e retorno.

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A reincidência, de acordo com a coordenadora, é quando alguém é condenado por algum crime e volta a cometer outro. Já o retorno se dá quando é concedida a liberdade provisória e, em um ano, a pessoa volta para a audiência de custódia com um novo crime.

"Esse é um dado muito importante para a gente. Observamos que o retorno da pessoa que recebeu a concessão da liberdade em 2023 corresponde a 4,2%. É importante registrar que, no ano passado, foram presas em flagrante 2.898 pessoas. Apenas 4,2% retornaram ao sistema por uma nova prática depois da concessão da liberdade provisória", disse.

"Isso desmistifica uma ideia generalizada de que aquela pessoa que recebeu a liberdade provisória está, na verdade, recebendo uma oportunidade para prática de novo crime. O dado mostra justamente o contrário. Outra ideia é que a audiência de custódia não tem efetividade. É uma oportunidade que a pessoa tem e recebe para retornar para a sociedade, não cometer um novo crime e responder ao processo em liberdade", pontuou.

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