Justiça
Publicado em 23/06/2025, às 13h23 Reprodução Redação Bnews
Um homem identificado como Lumar Costa da Silva, de 34 anos, esteve internado por cerca de seis anos em um hospital psiquiátrico de segurança máxima depois de ter cometido o que foi considerado um dos crimes mais brutais que se tem registro no estado de Mato Grosso.
O caso ocorreu em julho de 2019 quando sob efeito de drogas e afirmando ouvir vozes, Lumar matou a própria tia retirando o coração e entregando o órgão à prima. Após o tempo recluso, Lumar agora deixa o Centro Integrado de Atenção Psicossocial à Saúde Adauto Botelho (CIAPS), em Cuiabá, e irá começar uma nova fase de sua medida de segurança.
Lumar irá cumprir tratamento em regime ambulatorial intensivo e terá acompanhamento diário no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município de Campinápolis, interior de São Paulo.
A mudança ocorreu após decisão judicial proferida em 18 de junho pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto da 2ª Vara Criminal de Cuiabá de acordo com laudos médicos que atestaram a estabilidade clínica do paciente.
Lumar segue sendo monitorado pela Justiça e saiu do hospital na última sexta-feira (20). O homem deve ser transferido para Campinápolis nesta segunda-feira (23). A decisão judicial reconhece que o réu segue com o diagnóstico de transtorno mental crônico e ainda não há formalmente uma “queda” em sua periculosidade.
Os relatórios médicos e psiquiátricos mais recentes indicam que se um tratamento rigoroso for feito, é possível garantir que sua condição seja controlada.
“Os elementos técnicos (…) indicam que, embora persista o diagnóstico psiquiátrico, a condição clínica atual do paciente permite o manejo adequado no âmbito do tratamento ambulatorial intensivo”, diz trecho do despacho que foi assinado pelo juiz.
O laudo psiquiátrico aponta que Lumar tem “juízo crítico preservado” e está clinicamente estável. Porém, os médicos alertam que a doença é crônica, incurável e é necessária a supervisão constante do indivíduo por tempo indeterminado.
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