Justiça
Publicado em 14/09/2026, às 12h54 Gustavo Moreno/SCO/STF Matheus Simoni
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça liberou nesta segunda-feira (14), após pedido de Alexandre de Moraes à presidência da Corte, o sigilo da investigação sobre a rede de pagamentos do Banco Master. O magistrado era contrário à medida por conta de um eventual risco às investigações.
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Mais cedo nesta segunda, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favorável à publicidade desse trecho da apuração, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. Com isso, foi liberado aos outros ministros do STF detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro, dono do banco.
A solicitação da PGR foi feita após o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, manifestar-se a favor da publicização do documento em resposta uma demanda do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com o órgão, os autos relativos ao caso não estavam visíveis ao órgão. Chateaubriand diz que o sigilo deve ser retirado porque se trata "documento tido como relevante para que ministro desse tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve".
Moraes protocolou no domingo (13) um ofício alegando que o ministro André Mendonça, então relator do caso Master, não tornou pública uma parte da investigação "que possui elementos essenciais para o julgamento" e pediu que esses dados sejam disponibilizados a todos os ministros do Supremo.
De acordo com a CNN Brasil, a petição citada contém uma lista detalhada de pagamentos e contatos feitos por Daniel Vorcaro. Um dos beneficiados seria o Instituto Iter, fundado por Mendonça, que se retirou no início deste mês do comando da instituição.
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