Justiça
Publicado em 06/09/2026, às 16h07 Rosinei Coutinho/STF Cibele Gentil
Um dia após o ministro Alexandre de Moraes mandar prendê-la, a diarista Silvia de Amorim Jesus, condenada por envolvimento nos eventos do 8 de janeiro, teria rompido a tornozeleira eletrônica. A irregularidade foi apontada em um relatório do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO).
Conforme os registros, o dispositivo perdeu a comunicação com o sistema de monitoramento em 28 de agosto. Na véspera, Moraes havia determinado que a Polícia Federal (PF) cumprisse a ordem de prisão, em consequência ao trânsito em julgado da condenação.
A princípio, a perda de sinal teria sido provocada pelo esgotamento da bateria. Contudo, ao mesmo tempo, foi registrado um alerta que indicava uma possível avaria na pulseira que prende o dispositivo ao tornozelo.
Conforme foi relatado, policiais penais foram até o endereço da diarista para verificar, mas não a encontraram. Os agentes constataram que ela não estava na residência e não havia indícios de que teria estado recentemente. Silvia, condenada a 14 anos de prisão, passou, então, a ser considerada foragida pela Justiça.
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As investigações demonstraram que Silvia esteve nos ataques do 8 de janeiro e participou da invasão aos prédios públicos. Em seu celular, foram encontradas mensagens enviadas no dia anterior aos eventos a uma pessoa identificada como “Gil”.
O conteúdo das mensagens incluía expressões como “tô indo para Brasília” e “tamo indo pra batalha”. Em um dos trechos, ela escreveu: “A previsão é para invadir e tomar o poder, essa é a chamada dessa vez”.
Também foram encontradas mensagens e gravações feitas por Silvia dentro do Palácio do Planalto e nas imediações do Congresso Nacional, no próprio dia 8. Nelas, a diarista comemorava os acontecimentos: “Tomemo todos os poderes. Tamo aqui dentro do Planalto, em tudo, tudo. Tá tudo tomado. Chega e vem pra cá.”
Inicialmente, Silvia havia sido denunciada pelos crimes de associação criminosa e incitação ao crime. A suspeita era de que ela teria participado apenas do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Após todas as informações que foram reunidas pelos investigadores, a acusação foi ampliada. Foram incluídos os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
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