Justiça

Após resolução do CNJ, Justiça da Bahia cria grupo de trabalho para estudar déficit de juízes em comarcas do interior

CNJ verificou dificuldades de tramitação de processos  |  Divulgação

Publicado em 05/09/2024, às 11h58   Divulgação   Lucas Pacheco

Após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicar uma resolução voltada para o estímulo à lotação e permanência de juízes em comarcas do interior que possuem déficit de magistrados, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) criou um grupo de trabalho e designou membros para a realização de estudos e proposição de regulamentação. A composição do grupo foi publicada no Diário Oficial do tribunal desta quinta-feira (05). 

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Em abril, o CNJ instituiu  a "Política Pública de Estímulo à Lotação e à Permanência de Magistrados(as) em Comarcas definidas como de difícil provimento", alegando que o Observatório Nacional de Causas de Grande Repercussão do CNJ-CNMP  diagnosticou dificuldades de tramitação de processos de repercussão social, econômica e ambiental em unidades interiorizadas em várias partes do país. 

Segundo o CNJ, o Conselho da Justiça Federal, o Conselho Superior da Justiça do
Trabalho e os tribunais  deverão instituir  esses mecanismos de estímulo, nas comarcas com as seguintes características. 

A resolução do CNJ prevê ainda que os magistrados que aceitarem lotação nessas comarcas, quando estes solicitarem remoção ou promoção por merecimento, por exemplo para o cargo de desembargador, na nota final da avaliação será acrescentado um 'adicional de valorização por lotação especial', caso previsto no regimento interno do tribunal.

No decreto judiciário que criou o grupo, no início de agosto, assinado pelo presidente em exercício do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador João Bôsco  de Oliveira Seixas, ficou determinada a entrega um relatório final de atividades e a proposta de ato normativo, no prazo de 90 (noventa) dias, contados da data de publicação, podendo o prazo ser prorrogado por igual período.

Já no decreto publicado nesta quinta (05), a presidente do TJ, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, indicou juízes e servidores para a composição do grupo, que será coordenado pelo magistrado Gustavo Teles Veras Nunes, juiz auxiliar da presidência.  São eles:

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