Justiça

Baiano João Paulo Schoucair deixa o CNJ com foco em ações sociais e combate ao racismo

João Paulo Schoucair encerra sua atuação no CNJ destacando a importância de pautas sociais e a defesa dos direitos humanos  |  Foto: Divulgação

Publicado em 26/06/2026, às 11h00   Foto: Divulgação   Redação Bnews

O promotor baiano João Paulo Schoucair se despediu oficialmente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta semana. Ele encerrou seu período no órgão de braços dados com pautas pesadas, como o combate ao racismo e a defesa dos povos indígenas, mostrando que o CNJ hoje vai muito além de fiscalizar papelada de tribunal.

Schoucair ocupava a vaga destinada ao Ministério Público Estadual desde o ano de 2022. Na sua última sessão oficial, ele fez questão de lembrar que o papel do conselho nos últimos quatro anos foi o de abrir portas para quem mais precisa de socorro na ponta.

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"O CNJ virou uma ponte de verdade entre o Judiciário e o cidadão comum", resumiu o promotor.

O trabalho do baiano teve um peso forte na questão racial. Ele foi uma das lideranças por trás do Pacto Nacional do Poder Judiciário para Equidade Racial e ajudou a desenhar as regras que hoje obrigam os juízes a julgarem os casos com uma lupa antirracista. Além disso, Schoucair já deixou o caminho pronto para a segunda edição do Mutirão Racial, que vai rodar os tribunais em novembro.

Quando o assunto foi segurança pública, ele não mandou recado: avisou que prender por prender não resolve o problema do Brasil. O foco precisa ser em direitos humanos e inclusão social.

Palavra de peso

A saída do conselheiro movimentou o plenário e rendeu elogios do presidente do CNJ e do STF, o ministro Edson Fachin. Fachin fez questão de destacar a capacidade do baiano de resolver brigas institucionais no diálogo e sua sensibilidade com o lado mais fraco da corda.

Segundo o ministro, Schoucair sempre trabalhou para juntar as carreiras jurídicas em vez de afastá-las, deixando um legado de consenso dentro do conselho.

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