Justiça
Publicado em 03/07/2026, às 23h19 Reprodução Freepik Mariana Cedrim
Um trabalhador que foi vítima de assédio moral e xenofobia recebeu uma idenização de no valor de R$ 238 mil a um de uma montadora de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Os episódios ocorreram principalmente em 2014, na Toyota, conforme divulgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O baiano chegou a registrar ao menos 15 reclamações à empresa sobre os problemas de relacionamento com um técnico em química, mas nenhuma providência foi tomada ao longo de dois anos de episódios de discriminação. O homem era apontado como alguém “muito arrogante, [que] não gostava de nordestinos e negros e deixava isso claro”.
A vítima atuava como líder da equipe e ainda assim não era respeitado pelo técnico, que não obedecia a hierarquia e não aceitava ser subordinado. Funcionários contaram que o homem já foi flagrado chamando o baiano de “rato” e afirmando que “nordestino não estava preparado para ser chefe” e que “ele deveria ser o chefe”.
Laudos e atestados de médicos indicados pela própria empresa apontaram que o traalhador vítima de xenofobia desenvolveu um quadro de depressão e apontaram que o adoecimento estava relacionado a conflitos no ambiente de trabalho, o que foi fundamental para conclusão do caso.
O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-2) concluiu o processo, com base na perícia e em situação durante uma audiência, onde o líder apresentou sinais de ansiedade, precisou ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a sessão precisou ser interrompida.
Outra situação em favor do baiano foi o fato de a empresa ter demitido ele após transferi-lo de setor, enquanto o agressor permaneceu no emprego. A Toyota foi condenada em primeiro grau.
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