Justiça

BNews na posse do STF: "A ditadura é pecado mortal da política", ressalta Cármen Lúcia ao exaltar democracia

Cármen Lúcia foi escolhida para discursar na posse de Edson Fachin como novo presidente do STF  |  Antonio Augusto/STF

Publicado em 29/09/2025, às 18h34   Antonio Augusto/STF   Héber Araújo

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi a escolhida por Edson Fachin, que assumiu a presidência da Corte nesta segunda-fera (29), para discursar em homenagem à nova gestão que comandará o Supremo. Em sua fala, a ministra ressaltou o papel do STF na defesa da democracia e enviou um recado. 

Segundo ela, a posse de Fachin como presidente do Supremo, e de Alexandre de Moraes como o vice, tem um tom ainda mais sério, devido aos últimos acontecimentos ocorridos na política brasileira. “Alternam-se os juízes sem que se altere a instituição, seus compromissos e responsabilidades com a sociedade”, disse a ministra. 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Os juízes desta casa tem ciência das especificas tribulações de nosso tempo, que impõe uma ininterrupta vigilância dos valores da democracia tão duramente conquistada no Brasil, e recentemente novamente agredida, desconsiderada e ultrajada por anti-democratas. A ditadura é pecado mortal da política”, declarou. 

A magistrada enviou um recado para aqueles que atenderam contra a democracia, afirmando que “a discórdia e a desavença são venenos semeados pela ditadura”. Em sua declaração, ela contou que a ditadura não protege os cidadãos, mas atenta contra suas liberdades. 

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Papel do STF

De acordo com Cármen Lúcia, defender a democracia não é dever de exclusivo da Suprema Corte. “A democracia não é incumbência única deste STF, sabemos bem. É de toda a cidadania. Não há democracia sem democratas, nem República sem republicos”. 

Esta casa tem apenas a função  função de não permitir que a democracia seja quebrantada, sabedores que somos todos, que a prepotência não arrefece seu ânimo, estando sempre à espreita. Mas ela não vence se não se desiste do direito e da Justiça. Por isso, a democracia e os democratas deverão estar sempre alertas e vigilantes”, frisou.


Recado em busca do respeito 

A ministra reforçou que, nos tempos de radicalismo e discursos “febris e vazios” é necessário que os diferentes se reconheçam e se respeitem. “Os diferentes se reconhecem, mas os diferentes que se respeitam é que ampliam as possibilidades de libertação  e aperfeiçoamento individual e coletivo”, completou. 

A magistrada concluiu afirmando que é preciso manter a esperança viva, mas que o solo para preservação dessa esperança está na democracia.

Classificação Indicativa: Livre


TagspolíticaJustiçastfdemocraciacidadaniavigilânciagestãojuízessociedadeCármen LúciarecadoEsperançavaloresrespeitoditaduraRepúblicadiscursosEdson FachinRadicalismoLiberdades