Justiça
Publicado em 28/10/2024, às 10h14 - Atualizado às 11h17 Reprodução / TV Globo Cadastrado por Maurício Viana
Após seis anos, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz serão julgados por terem participado dos assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes, que conduzia o veículo atingido por 13 disparos, na noite de 14 de março de 2018.
Os acusados irão a júri popular na próxima quarta-feira (30), no 4° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Às vésperas do julgamento, as famílias de Marielle e Anderson estiveram reunidas em uma missa aos pés do Cristo Redentor, no último domingo (27). Essa ação faz parte de uma série de eventos idealizados pelo Instituto Marielle Franco para despertar o olhar da opinião pública e cobrar justiça.
Os acusados de serem os mandantes do crime ainda não foram julgados. São eles Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado; o deputado federal Chiquinho Brazão; e o delegado Rivaldo Barbosa.
Os três foram presos em março deste ano e encaminhadios a presídios de segurança máxima. O Supremo Tribunal Federal - STF colheu os depoimentos, mas eles negam qualquer participação nos crimes.
"Até hoje não tem ninguém condenado no caso da minha filha, como não tem ninguém condenado em tantos outros casos. É fundamental que a gente tenha justiça. Para ela, para o Anderson e para quem precisar. Porque é isso que o Brasil e o mundo esperam. É importante que tenha uma condenação para esses homens que cometeram e que são réus confessos no caso da Marielle e Anderson", discorreu Marinete Silva, mãe de Marielle Franco. em entrevista à TV Globo.
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