Justiça

CEO de associação baiana investigada por calote bilionário é flagrado curtindo a Copa nos EUA

Enquanto trabalhadores recorrem à Justiça para cobrar vencimentos, Cláudio Vitti ostenta luxo nas redes sociais  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 25/06/2026, às 09h42   Reprodução / Redes Sociais   Cibele Gentil

O jogo do Brasil contra a Escócia, realizado nesta quarta-feira (24), contou com uma presença massiva do público brasileiro no Hard Rock Stadium, em Miami. Entre os torcedores da seleção canarinho, Cláudio Vitti, CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), também estava presente aproveitando o momento, enquanto a organização da qual é dirigente passa por investigações sobre um calote bilionário.

O empresário apareceu em diversos registros publicados nas redes sociais durante o jogo. Nas fotos, Cláudio Vitti surge de forma descontraída ao lado de familiares e amigos, curtindo durante a partida que levou o Brasil à liderança do grupo C da Copa, passando para a próxima fase do torneio. As imagens foram postadas nas redes pouco depois da realização da partida.

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Ações trabalhistas e ostentação

A organização dirigida por Cláudio Vitti é uma das principais do terceiro setor na gestão hospitalar do país e se encontra sob uma severa crise jurídica e reputacional. A ASM, que tem sede em Salvador, acumula cerca de 1.600 ações judiciais trabalhistas. A entidade foi acionada por funcionários devido a atrasos sistemáticos no pagamento dos salários.

Enquanto os trabalhadores recorrem à Justiça para cobrar os vencimentos atrasados, o CEO da organização é apontado por ostentar um padrão de vida luxuoso e incompatível com seus rendimentos formais.

Investigação

Uma investigação jornalística publicada pelo portal Vero Notícias revelou que o núcleo familiar de Vitti estaria operando uma estrutura financeira complexa. Os relatórios apontam indícios contundentes de "confusão patrimonial", triangulação ilegal de repasses públicos e mecanismos estruturados para possível evasão fiscal.

De acordo com os documentos analisados, a ASM utilizaria uma espécie de rede de influência composta por organizações menores. Essas entidades de fachada funcionariam como CNPJs "laranjas", permitindo que o grupo continue participando e vencendo licitações públicas das quais a marca principal da ASM está proibida de disputar por força de bloqueios judiciais.

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