Justiça
Publicado em 15/12/2025, às 21h08 Divulgação / STF Cadastrado por Tácio Caldas
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará as investigações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master após autorização do ministro Dias Toffoli. O processo estava suspenso desde o início de dezembro quando o magistrado trouxe a situação ao foro da Corte depois de um pedido da defesa de Daniel Vorcaro. Mesmo com essa autorização, um outro detalhe chamou atenção na decisão do juíz.
Isso porque Toffoli determinou que todo o material apreendido na investigação fique custodiado em seu gabinete. O intuito do magistrado seria evitar eventuais nulidades e promover a garantia da observância do devido processo legal. Nessa mesma decisão, o juíz indicou que a Polícia Federal (PF) poderá realizar oitivas por vídeo conferência ou presencialmente nas salas de audiência do tribunal. Além disso, todas as oitivas serão feitas com gravação e o acompanhamento de magistrados auxiliares.
Entre os investigados que deverão ser ouvidos pela polícia estão o próprio CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, e dirigentes do Banco Central. Outro detalhe que chama atenção na decisão é a possibilidade de haver a solicitação da quebra de sigilos fiscais, telefônicos e de correspondência dos investigados.
Este caso corre em sigilo no STF desde o dia 02 de dezembro. À época, Dias Toffoli acolheu um pedido da defesa para este fim devido à menção do nome de um parlamentar. Este foi o caso da citação do nome de João Carlos Bacelar (PL-BA) nos documentos apreendidos durante o andamento das investigações.
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