Justiça
Publicado em 03/04/2025, às 11h50 Reprodução / Twitter Yuri Pastori
A ex-juíza bolsonarista Ludmila Lins Grilo do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) foi condenada em decisão unânime do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a uma segunda aposentadoria compulsória. O julgamento virtual foi presidido pelo ministro Luís Roberto Barroso no último dia 21 e publicado no Diário da Justiça Eletrônico do dia 25.
Apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), durante a pandemia, a então juíza instigou a população a não usar máscaras anti-Covid. A decisão do tribunal mineiro sobre a primeira aposentadoria aconteceu em maio de 2023, quando ela foi acusada de ofender desembargadores que sancionaram uma advertência e escreveu que eles só aceitariam manifestações de "lambe-botas e baba-ovos", "adulação e puxa-saquismo".
Processos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no TJ-MG envolvendo a juíza ainda são mantidos em segredo de Justiça. Ela recebe os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Nas redes sociais, Ludmilla se declara "exilada nos Estados Unidos". A viagem não foi comunicada ao Tribunal. Ela ainda não se pronunciou sobre a nova punição.
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