Justiça

Corregedor destaca importância das adoções internacionais na Bahia: "Crianças estão perdendo a chance de ter uma família"

Após seis anos sem registros, Bahia busca reativar adoções internacionais para jovens sem pretendentes nacionais  |  Cauan Borges / BNews

Publicado em 20/07/2026, às 14h28   Cauan Borges / BNews   Cauan Borges

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Salomão Resedá, afirmou que o objetivo é ampliar as oportunidades para crianças e adolescentes institucionalizados que não conseguem ser adotados por famílias brasileiras, durante reunião realizada nesta segunda-feira (20), na sede da Corregedoria-Geral da Justiça da Bahia (CGJ-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

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Segundo o magistrado, o estado vive um cenário em que muitos jovens permanecem em instituições de acolhimento por não encontrarem pretendentes nacionais, o que torna necessária a retomada da adoção internacional. A Bahia busca retomar as adoções internacionais após um intervalo de seis anos sem registros desse tipo de procedimento.

A Bahia fez uma adoção internacional há seis anos atrás, há seis anos. E nós temos muitas crianças, muitos adolescentes que não são adotados pelos nacionais e que estão perdendo as chances de uma família internacional. Então, nós estamos aqui com o presidente da Autoridade Central, Dr. Rodrigo, com alguns organismos de entidades internacionais que têm interesse em adoção internacional da Bahia para que a gente possa quebrar esse paradigma que estancou lá em 2020”", afirmou Salomão Resedá.

O encontro reuniu representantes da Corregedoria-Geral da Justiça, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI-BA), da Autoridade Central Administrativa Federal em Matéria de Adoção Internacional (ACAF), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de organismos credenciados da França e da Itália que atuam no processo de adoção internacional.

A reunião teve como foco a apresentação das diretrizes e metas da Corregedoria e da CEJAI-BA para fortalecer o diálogo institucional e alinhar ações que garantam maior celeridade aos processos, assegurando o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar.

Em entrevista ao BNews, a representante estadual da associação italiana Il Mantello, Elizabeth Soares avaliou positivamente o encontro entre os magistrados e destacou a expectativa pela retomada efetiva das adoções internacionais.

Estamos bastante contentes e motivados para essa retomada. É importante que toda criança tenha uma família. Quando não há casais nacionais disponíveis para adoção, essa criança não pode perder a esperança de encontrar um lar, ainda que seja internacional. Temos muitos exemplos de crianças adotadas por famílias italianas que hoje são adultos plenamente desenvolvidos", afirmou.

Representante nacional do Centro Internazionale per l'Infanzia e la Famiglia (CIFA), Lúcia Maria também destacou o caráter estratégico da reunião. Segundo ela, a iniciativa marca uma nova fase para a adoção internacional na Bahia.

Essa reunião teve o objetivo de estreitar os laços que já existiam com a CEJAI, mas as adoções internacionais estavam paradas. Houve essa iniciativa do desembargador Salomão Resedá e do juiz corregedor Arnaldo para incentivar novamente esses processos", relatou ao BNews.

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