Justiça
Publicado em 09/10/2026, às 13h05 - Atualizado às 13h34 Reprodução Redação Bnews
A defesa de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, repudiou nesta sexta-feira (9) as informações divulgadas pela revista Veja sobre um suposto repasse de cerca de R$ 30 milhões para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao BNEWS, os advogados classificaram os relatos atribuídos a Vorcaro como falsos e reforçaram que a proposta de delação premiada que conteria as acusações foi recusada pelas autoridades.
No comunicado, a defesa de Augusto Lima contestou a divulgação das informações e questionou o uso de trechos de uma suposta proposta de colaboração premiada que, segundo a nota, já havia sido rejeitada. Leia a íntegra:
“A defesa de Augusto Lima rechaça e repudia veementemente as informações publicadas, baseadas em relatos mentirosos, falsos e delirantes, supostamente apresentados em uma proposta de delação recusada pelas autoridades.
Tais informações, que deveriam ser sigilosas, não passam de uma narrativa falsa, fictícia e unilateral, sem valor probatório, utilizada apenas para lançar suspeitas sobre terceiros.
Causa indignação a divulgação de trechos de uma suposta proposta de delação, que não podem sequer serem levados em consideração uma vez que já foram rejeitados.
O vazamento de supostos trechos de uma colaboração reiteradamente recusada pelas autoridades constitui proceder criminoso, cuja conduta, pela sua gravidade, exige investigação rigorosa.
A defesa reafirma que não há fundamento para atribuir a Augusto Lima qualquer ato ilícito e confia que a investigação comprovará sua inocência”.
A revista publicou nesta sexta-feira uma reportagem segundo a qual Vorcaro teria relatado às autoridades o pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar o documentário Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone.
De acordo com a publicação, o ex-dono do Banco Master teria afirmado que a negociação envolveu João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), e Augusto Lima. O relato também apontaria uma possível relação entre os pagamentos e a tentativa de credenciar o banco para receber recursos de fundos de previdência de servidores públicos.
Segundo a própria reportagem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não deu prosseguimento ao caso por considerar insuficientes as provas dos pagamentos relatados.
Lula negou ter solicitado ou recebido vantagens financeiras de Vorcaro, assim como ter autorizado terceiros a receber recursos em seu nome. O ministro Alexandre Padilha e Olavo Noleto também negaram envolvimento irregular, segundo a publicação.
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