Justiça
Publicado em 23/01/2026, às 17h31 Reprodução / Senado Cibele Gentil
A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, ingressou com um novo pedido na Justiça para que ele obtenha o benefício da prisão domiciliar. Condenado a uma pena total de 173 anos pelo estupro de 49 mulheres, Abdelmassih está preso em penitenciária no estado de São Paulo desde 2014, depois de ser capturado no Paraguai, onde vivia com sua esposa e também sua advogada, Larissa Maria Sacco Abdelmassih.
O requerimento está sendo analisado pela juíza Sueli Armani, da 9ª Unidade Regional do Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim) de São José dos Campos. Antes de proferir uma decisão, a magistrada determinou a realização de uma nova perícia médica para verificar as condições clínicas atuais do condenado. Os custos do exame devem ser arcados pela própria defesa ou, caso não haja recursos financeiros, a avaliação será conduzida pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc).
Histórico de saúde e transferências
Roger Abdelmassih foi transferido para a Penitenciária II de Potim em 19 de dezembro de 2025, após deixar a Penitenciária de Tremembé. A mudança integra uma ação recente do governo do estado de São Paulo para redistribuir detentos de grande repercussão midiática, os “famosos” de Tremembé. Esta não é a primeira vez que a defesa tenta a saída do ex-médico do regime fechado; ele já cumpriu pena em regime domiciliar em 2019 e também em 2020, ocasião em que o benefício foi concedido devido a questões médicas e por fazer parte dos grupos de risco durante a pandemia de covid-19.
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