Justiça

VIDEO: Diversidade de pensamento, origens e realidades é o que promove um crescimento sustentável numa empresa”, afirma especialista

A advogada Irena Carneiro Martins destacou que um empresa sustentável vai além do "meio ambiente, o social ou a governança”  |  Reprodução / Meio & Mensagem

Publicado em 22/07/2024, às 16h48 - Atualizado às 16h49   Reprodução / Meio & Mensagem   Maycol Douglase Thiago Teixeira

“Temos que pensar a sustentabilidade de uma forma muito abrangente. Não é apenas o meio ambiente, o social ou a governança”. Essas foram as palavras da advogada Irena Carneiro Martins ao falar sobre ESG — sigla em inglês para ambiental, social e governança — durante a IV Conferência Estadual da Mulher Advogada, que ocorreu nesta segunda-feira (22), no Centro de Convenções de Salvador.

Inscreva-se no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

O ESG é uma "jornada de transformação" dos negócios e envolve a construção de um mundo inclusivo, ético e ambientalmente sustentável, que garanta a qualidade de vida para todos.

Irena destacou, em entrevista ao BNews, que o grande desafio é não “confinar” essa pauta a um departamento e que é necessário compreender ESG pode e deve estar ligada àquilo que a empresa faz, ainda que não seja a natureza da empresa.

“Quando você está pensando em montar uma diretoria [de uma empresa], o senhor não vai pensar na diversidade depois. Você tem que pensar na diversidade na hora de montar a diretoria. A diversidade de pensamento, origens e realidades é o que pode promover um crescimento de fato sustentável”, destacou a especialista.

Os critérios ESG estão totalmente relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelo Pacto Global, iniciativa mundial que envolve a ONU e várias entidades internacionais. A advogada falou sobre a diversidade de gênero no alto escalão de empresas e destacou como essa configuração pode ser benéfica no âmbito empresarial.

“A gente olhar uma diretoria e só enxergar homens é algo que eu acho que empobrece a possibilidade de a empresa ter uma visão diferente sobre o seu próprio mercado e sobre o modo de conduzir as relações. [...] E isso não se trata de um antagonismo com os nossos colegas homens. [...] Foi feita uma pesquisa, por exemplo, que revelou que empresas que  tinham uma presença feminina em órgãos importantes de direção tinham menos perdas financeiras”, afirmou Irena.

Confira a entrevista:

Classificação Indicativa: Livre


TagssustentabilidadeESG

Leia também


Junho Verde: Vice-presidente de ESG da Acelen, Marcelo Lyra destaca sustentabilidade na empresa; confira


Junho Verde: Com práticas de ESG, empresa responsável pelos resíduos dos soteropolitanos se destaca