Justiça
Publicado em 14/10/2026, às 06h39 Divulgação / PF Redação Bnews
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cobrou celeridade da Polícia Federal (PF) na conclusão do Inquérito das Fake News e ressaltou que todas as menções a ministros encontradas nas investigações sobre o Banco Master devem ser encaminhadas à Corte, sem exceção. Os assuntos foram discutidos em reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, na terça-feira (13), em Brasília, conforme nota divulgada pela corporação.
Durante a reunião, Andrei Rodrigues tratou do Ofício 3467748, datado de 2 de outubro de 2026. Segundo a nota, o documento solicita informações sobre o formato adequado para a apresentação do material relacionado às investigações sobre o Banco Master.
Fachin esclareceu que a eventual realização de atos de investigação contra ministros do STF depende de autorização do Plenário da Corte, respeitadas as normas constitucionais, legais e regimentais.
O ministro também ressaltou que a Polícia Federal tem o dever de encaminhar todas as menções encontradas, acompanhadas do contexto em que aparecem e em caráter estritamente descritivo.
Depois da apresentação dos elementos necessários, o Plenário do STF poderá deliberar sobre o assunto, após ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme previsto no artigo 33, parágrafo único, da Lei Complementar nº 35/1979.
O Inquérito nº 4.781/DF, conhecido como Inquérito das Fake News, foi instaurado pelo STF em março de 2019, por determinação do então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. A investigação apura a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra o tribunal, seus ministros e familiares.
O procedimento foi conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes desde a abertura. Em setembro de 2026, Fachin assumiu a relatoria de novos atos da investigação, segundo informações publicadas pela imprensa.
Na reunião com Andrei Rodrigues, Fachin pediu celeridade à Polícia Federal na análise de eventuais diligências pendentes para a conclusão do inquérito. A corporação informou que examinará se ainda há medidas investigativas a realizar.
A nota da PF não estabelece uma relação direta entre o Inquérito das Fake News e as investigações sobre o Banco Master. Os dois assuntos foram abordados na mesma audiência.
Fachin e Andrei Rodrigues discutiram questões relacionadas à segurança institucional e à existência de ameaças contra integrantes do Supremo.
Segundo a nota, a Presidência do STF destacou a importância da atuação preventiva e coordenada dos órgãos responsáveis para proteger a integridade dos magistrados, preservar a independência judicial e garantir o funcionamento das instituições.
A Polícia Federal reiterou o compromisso de colaborar com ações preventivas e adotar as medidas de segurança dentro de suas atribuições.
A reunião também tratou das apurações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco Master, com atenção às competências constitucionais e às atribuições da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário.
A Presidência do STF informou que aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República na Petição (PET) 16.704 para encaminhar as providências cabíveis, incluindo a análise de pedidos.