Justiça
Publicado em 01/09/2026, às 10h07 Reprodução Redação BNews
O empresário Leonardo Souza Ceschini, de 39 anos, foi condenado a 13 anos e 24 dias de prisão em regime fechado pela morte da esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, de 34 anos. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na noite de segunda-feira (31), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.
Érica foi assassinada a facadas em 31 de janeiro de 2021, dentro do apartamento onde morava com Leonardo e os dois filhos do casal, no bairro São Domingos, na Zona Norte da capital paulista. Eles, inclusive, presenciaram a morte da mãe.
Durante o julgamento, os jurados consideraram Leonardo responsável pelo homicídio e reconheceram as qualificadoras de feminicídio e emprego de meio cruel. Também foi aplicada a causa de aumento de pena pelo fato de o crime ter sido cometido na presença dos filhos da vítima, que tinham aproximadamente dois anos na época.
Após a leitura da sentença, Leonardo, que respondia ao processo em liberdade, foi algemado por policiais e encaminhado a uma unidade prisional, onde deverá iniciar o cumprimento da pena.
Leonardo é torcedor do Corinthians, enquanto Érica acompanhava o Palmeiras. Segundo o relato apresentado pelo próprio empresário à polícia, os dois discutiram após a final da Copa Libertadores de 2020, disputada em 30 de janeiro de 2021. Na ocasião, o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0 e conquistou o título.
Vizinhos acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem gritos vindos do apartamento. Quando os agentes chegaram ao imóvel, encontraram Érica já sem vida e caída no chão da cozinha. Leonardo também apresentava ferimentos.
Inicialmente, o empresário afirmou que havia sido atacado pela mulher e chegou a apresentar uma versão de que ela teria cometido suicídio. Posteriormente, porém, admitiu ter matado Érica.
Ainda no depoimento, Leonardo alegou que havia desentendimentos entre o casal relacionados à rivalidade entre os dois times. Ele afirmou ainda que Érica teria o ferido com uma faca e que, após conseguir tomar o objeto, desferiu golpes contra ela.
Conforme a perícia, a mulher foi atingida por oito facadas: três no peito, quatro nas costas e uma na perna. O objeto utilizado no crime foi apreendido.
Durante o interrogatório judicial realizado antes do julgamento, Leonardo optou por permanecer em silêncio.
Ele chegou a ser preso em flagrante após o assassinato, mas deixou a prisão em fevereiro de 2021 por determinação judicial. Na época, a defesa alegou demora do Ministério Público para se manifestar sobre o caso.
Em julho daquele ano, o Ministério Público apresentou denúncia contra o empresário, que foi aceita pela Justiça, tornando-o réu. Já em fevereiro de 2024, a Justiça determinou que Leonardo fosse submetido ao Tribunal do Júri.
O Ministério Público atestou que o assassinato ocorreu por motivo fútil, motivado por uma discussão familiar relacionada à rivalidade entre os times. A acusação também sustentou que a vítima foi submetida a sofrimento desnecessário devido à quantidade de golpes de faca.