Justiça
Publicado em 23/07/2026, às 10h04 - Atualizado às 14h50 Foto/Divulgação Camila Sales
A desenvolvedora do ChatGPT, OpenAI, enfrenta uma ação judicial nos Estados Unidos sob a acusação de exercício ilegal da medicina. O processo foi movido por um pastor protestante da Califórnia, de 40 anos, que alega que a inteligência artificial forneceu diretrizes altamente arriscadas após ele buscar orientações sobre sintomas respiratórios.
De acordo com o líder religioso, a ferramenta minimizou a gravidade de seu quadro clínico e sugeriu que ele dispensasse socorro profissional, recomendando apenas que "entregasse para Deus" e que Deus o pouparia.
Confiando na resposta da IA, o pastor resolveu não procurar um médico. No entanto, ele estava sofrendo de uma embolia pulmonar e quase faleceu, sendo salvo apenas porque foi levado ao hospital a tempo.
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O caso, classificado como um erro médico decorrente de "recomendações médicas extremamente perigosas", ainda aguarda julgamento nos tribunais americanos e o episódio serve como um alerta de que conselhos médicos devem ser buscados exclusivamente com profissionais humanos qualificados, e não por meio de máquinas.
Nas redes sociais, a atitude do religioso foi alvo de duras críticas por parte dos internautas, os quais sugeriram que ele próprio teria, muito provavelmente, treinado a inteligência artificial para responder daquela forma. Além disso, usuários argumentaram que o pastor é quem deveria passar por uma investigação devido a eventuais e supostos conselhos equivocados transmitidos aos seus próprios fiéis.
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