Justiça
Publicado em 15/09/2026, às 13h11 Rosinei Coutinho/STF Matheus Simoni
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou a possibilidade do plenário julgar, de forma conjunta, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A proposta foi levantada após julgamento preliminar do caso nesta terça-feira (15), suscitada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, após ele apontar eventual atuação político-partidária de Mendonça, que seria julgado somente no dia 23 de setembro.
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Em vários sinais de que a Corte está dividida, os ministros falaram das questões iniciais do julgamento, sem entrar no mérito inicial, que era investigar a atuação de Alexandre de Moraes em conjunto com o Banco Master. Outra análise que deve ser feita é a possibilidade de ser redistribuída a relatoria dos casos e determinar um prazo para a PGR se manifestar.
A deliberação do Tribunal sobre matéria da tamanha gravidade não pode ocorrer nos termos ditados por alguém que tem desprezado qualquer senso de colegialidade, muito menos em pleno ciclo eleitoral", afirmou Gilmar Mendes.
Durante a análise da questão de ordem, Gilmar apontou "interesse" de Mendonça em atrelar Moraes ao Banco Master. "Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando, sob pena de que o resultado, qualquer que seja ele, nasça marcado pela suspeita de haver servido a alguém", destacou o decano do STF.
Em função do horário eleitoral gratuito da televisão, iniciado às 13h, Fachin suspendeu a sessão e determinou que ela fosse reiniciada às 14h.
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