Justiça

Filho de ministro é acusado de agredir garota de programa e deixar dívida de R$60 mil em imóvel de luxo

advogado é alvo de uma medida protetiva após denúncias de agressão contra garota de programa que estava em seu apartamento.  |  Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Foto: Divulgação / STJ

Publicado em 27/08/2026, às 17h33   Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Foto: Divulgação / STJ   Cauan Borges

Um processo que tramita na 5ª Vara Cível de Brasília cobra mais de R$60 mil do advogado Mauro Paciornik, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Paciornik. Segundo documentos apresentados à Justiça, o advogado teria deixado um apartamento de alto padrão com aluguel e despesas condominiais em atraso, além de ter agredido um mulher, ter causado danos em móveis e equipamentos do imóvel.

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O apartamento fica em uma área nobre às margens do Lago Paranoá e contava com terraço, vista para o lago e ofurô privativo. Conforme consta no processo, o imóvel foi alugado por Mauro em abril de 2025 pelo valor mensal de R$6,5 mil.

De acordo com os proprietários, os pagamentos teriam sido realizados somente até agosto daquele ano. Quatro meses depois, em dezembro, os responsáveis pelo imóvel teriam constatado que o advogado já não residia no local.

Mauro Paciornik, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Paciornik - Foto: Reprodução
Imóvel abandonado pelo advogado - Foto: Reprodução do Processo Judical
Imóvel abandonado pelo advogado - Foto: Reprodução do Processo Judical
Imóvel abandonado pelo advogado - Foto: Reprodução do Processo Judical
Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Foto: Divulgação / STJ

Medida protetiva

Os autos relacionam a saída de Mauro do apartamento a uma medida protetiva concedida pela Justiça após uma denúncia de agressão contra uma mulher que estava no imóvel. A mulher, segundo o registro policial citado no processo, declarou exercer a atividade de acompanhante

Em seu depoimento, a denunciante afirmou que Mauro teria pedido, no início do relacionamento, que abandonasse a profissão. Ainda conforme o relato, o filho do magistrado teria perguntado qual valor seria necessário para que a mulher deixasse a atividade, e prostituta teria mencionado uma quantia de pelo menos R$15 mil por mês.

Mauro apresentou uma versão diferente às autoridades que, segundo suas declarações, o relacionamento era marcado por conflitos relacionados à atividade profissional da mulher.  Paciornik afirmou ainda ter transferido mais de R$100 mil a mulher sob a expectativa de que os dois mantivessem uma relação exclusiva.

🚨 MAURO PACIORNIK | Filho de ministro do STJ agride prostituta e abandona apartamento sem pagar

Mauro Paciornik, filho do ministro Joel Ilan Pacionik, abandonou imóvel com móveis e eletrodomésticos danificados e sem pagar os locatários

Leia na coluna Dinheiro & Negócio$, de… pic.twitter.com/Y8QuCjGurI

— Metrópoles (@Metropoles) August 27, 2026

Ainda de acordo com o relato apresentado por Mauro, a agressão teria acontecido depois que o advogado descobriu que a garota de progrma continuava sob o exercício de suas atividades libidinosas sem que que o advogado soubesse.

Além dos valores referentes aos meses de aluguel e às taxas condominiais, os proprietários também incluíram no processo cobranças relacionadas a danos encontrados no imóvel após a saída dos ocupantes. 

Entre os problemas apontados estão uma porta de quarto danificada e sem fechadura, um sofá com marcas de cigarro e uma televisão que, segundo os autos, não estava funcionando. O ofurô privativo também teria sido danificado.

A documentação cita problemas nos jatos de massagem, uma tampa plástica rasgada e pontos soltos na estrutura metálica que sustentava o equipamento. O processo também menciona que a mulher permaneceu no apartamento após a saída de Mauro e chegou a ficar no local durante um período em que o fornecimento de energia elétrica havia sido interrompido por falta de pagamento.

Advogado contesta cobrança

Mauro se manifestou na ação e contestou parte dos valores cobrados pelos responsáveis pelo imóvel. Entre os pontos questionados está uma multa relacionada à suposta sublocação do apartamento.

Isso porque, segundo os autos, quem permanecia no imóvel quando ele foi desocupado era a mulher envolvida no episódio de agressão, e não o advogado que havia assinado o contrato de locação. Na manifestação apresentada à Justiça, Mauro argumentou que deixou o imóvel de maneira “involuntária em razão de determinação judicial”. 

Classificação Indicativa: Livre


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