Justiça

Flávio Bolsonaro fez safári com investigados no caso do INSS

Além de Flávio Bolsonaro, Weverton Rocha e Willer Tomaz aparecem na foto do safári feito em 2025  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 21/09/2026, às 17h38   Reprodução/Redes sociais   Antonio Dilson Neto

Uma fotografia de março de 2025 mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, durante uma viagem à África do Sul ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do advogado Willer Tomaz. Os dois são investigados em apurações relacionadas às fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A imagem foi divulgada pelo jornal O Globo e, segundo a revista piauí, compartilhada em 10 de março de 2025 em um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”. O grupo reunia Flávio, Weverton, Willer e suas respectivas esposas.

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Divulgação/O Globo

A Polícia Federal teve acesso ao conteúdo após apreender o celular de Weverton durante uma etapa da Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS. Além da fotografia, o grupo armazenava dezenas de registros da viagem, incluindo imagens de um safári.

Outro integrante do grupo era o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos. Ele também aparece em registros da viagem. Segundo a piauí, Sá foi alvo de pedido de indiciamento no relatório final da CPI da Covid, em 2021, por suspeitas relacionadas à atuação da VTCLog em contratos do Ministério da Saúde. As suspeitas foram objeto da investigação parlamentar e não significam condenação.

A viagem ocorreu em março de 2025, semanas antes de o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS vir a público, em abril daquele ano.

O que dizem os envolvidos

Em nota à revista, Flávio Bolsonaro afirmou que existe uma relação de amizade entre as famílias e negou que a proximidade permita concluir pela existência de qualquer irregularidade.

Weverton Rocha disse que Willer Tomaz é seu compadre e amigo de longa data e afirmou que os encontros entre as famílias são de caráter privado, sem relação com dinheiro ou interesses públicos.

Tomaz também declarou que a viagem teve caráter estritamente particular, decorrente de uma amizade pessoal com Flávio Bolsonaro e sua família. Segundo o advogado, as despesas foram pagas com recursos próprios.

Willer Tomaz é citado em investigações relacionadas ao caso do INSS. Segundo reportagens baseadas em informações da investigação, ele é suspeito de realizar operações de lavagem de dinheiro para Weverton e de ter colocado uma aeronave à disposição do senador. Tomaz contesta sua condição de investigado no caso.

Classificação Indicativa: Livre


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