Justiça
Publicado em 13/08/2026, às 09h22 Divulgação/STF Yuri Pastori
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino reconheceu em postagem nas redes sociais, nesta quinta-feira (13), que a toga limita sua liberdade de expressão. Dino disse que isso o obriga a engolir atritos públicos.
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“A minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de ‘apaixonados’ debates públicos. Isso inclui suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas”, afirmou.
O magistrado reafirmou o seu compromisso com a imparcialidade do cargo, disse que confia no seu histórico profissional, o que segundo ele, é suficiente para proteger sua reputação.
“Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência. Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente. Faz parte do ônus do meu ofício. E assumo tal ônus com gosto, em face da responsabilidade com que exerço a jurisdição. De todo modo, a minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa”, declarou.
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