Justiça
Publicado em 05/09/2024, às 19h20 Reprodução/MPBA Melissa Lima
A denúncia do Ministério Público da Bahia contra Marcos Vinícius Barreto, que espancou uma pessoa até a morte, foi acatada pelo Tribunal do Júri na última terça-feira (03), em sessão de julgamento realizada em Salvador.
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Marcos foi condenado a 16 anos de prisão por homicídio qualificado cometido de modo cruel, por motivo torpe e sem possibilitar a defesa de Everton Coelho Santos, espancado até a morte em 1º de novembro de 2022, no bairro de Águas Claras.
A acusação do MPBA foi sustentada pela promotora de justiça Mirella Brito e a sentença proferida pela juíza Andréia Teixeira Lima, que manteve a prisão preventiva do condenado e determinou o cumprimento da pena em regime fechado.
A denúncia do MPBA indica que o espancamento, realizado a pauladas, foi gravado e as imagens divulgadas nas redes sociais para conhecimento da comunidade do bairro. O crime teria sido executado como punição pelo fato de os criminosos considerarem Everton Santos um estuprador. Não há, porém, vítimas identificadas ou indícios de que ele tenha praticado estupros.
“Isso mostra a natureza bárbara do crime, pois tirou friamente e de forma perversa a vida de uma pessoa como forma de mostrar que ele e seus comparsas seriam a lei do local”, afirmou a promotora de Justiça Mirella Brito.
A vítima sofreu politraumatismos e chegou a ser socorrida para o hospital Eládio Lasserre, mas não resistiu aos ferimentos. A denúncia aponta ainda que o crime foi cometido por mais duas pessoas, que ainda não foram identificadas. As investigações continuam.