Justiça
Publicado em 21/09/2026, às 05h44 Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Reprodução Redação Bnews
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, aceitou uma proposta de acordo apresentada à Justiça de São Paulo pelo conselheiro vitalício do Corinthians Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne, para encerrar a ação de indenização movida por ela após uma publicação nas redes sociais em 2023. Pelo acordo, o conselheiro deverá pagar R$ 5 mil a uma instituição de caridade indicada por Janja e publicar uma retratação pública pelas declarações.
O processo foi aberto após Mané da Carne publicar nas redes sociais uma mensagem na qual chamou Janja de “putana”. Na ocasião, escreveu: “Vamos aguardar esses anos com o sapo barbudo e a putana da Janja e os quarenta ladrões”.
Após ser criticado nas redes sociais, o conselheiro voltou a fazer ataques contra a primeira-dama. Em outra publicação, escreveu: “Por acaso eu menti. Futura primeira-dama só se for sua, seu esgoto, lixo”.
Janja havia pedido R$ 50 mil de indenização na ação. Segundo os advogados Valeska Zanin Martins e Maria de Lourdes Lopes, que representam a primeira-dama, as declarações tinham caráter ofensivo e buscavam desqualificar os papéis exercidos por Janja como primeira-dama, inclusive com referências à relação dela com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na ação, Janja afirmou que as declarações tinham tom ultrajante e continham ofensas de caráter machista e misógino, com o objetivo de “diminuir o papel da mulher perante a sociedade brasileira”.
Ao apresentar a proposta de acordo, Mané da Carne, de 80 anos, afirmou que passava por um período delicado de saúde quando fez as publicações.
Segundo ele, estava sob efeito de “fortes medicamentos que podem causar alteração do estado mental”. O conselheiro também declarou à Justiça que, durante esse período de vulnerabilidade, foi induzido ao erro por inúmeras fake news.
Mané da Carne afirmou estar “profundamente arrependido” e disse que pretende reparar o que fez dentro do que considera justo e possível.
“Reconheço que errei, minha publicação foi infeliz e inadequada”, declarou no processo.
A proposta apresentada pelo conselheiro foi aceita por Janja, mas o processo ainda não está definitivamente encerrado. O acordo precisa ser homologado pela Justiça para passar a ter validade e o caso ser formalmente extinto.