Justiça
Publicado em 28/08/2024, às 17h56 Divulgação Melissa Lima
A juíza Cleuza Gonçalves Lopes, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18), em Goiânia, fugiu do decoro em uma audiência na última semana. Além de xingar, a magistrada afirmou odiar presidir audiências virtuais, acrescentando que teria uma “alegria enorme” se deixasse de julgar o processo em questão.
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A audiência aconteceu no último dia 20 e o mal estar começou quando a advogada apontou que a magistrada havia cometido um erro ao preencher a ata da sessão. “A ata é minha, eu escrevo o que eu quiser nela”, disse a juíza. Confrontada novamente, rebateu: “Que merda de diferença faz?”. A advogada questionou o xingamento, e ouviu um "Isso mesmo" como resposta.
Em outro trecho da audiência, a juíza Cleuza Gonçalves Lopes reclamou: “Odeio fazer audiência virtual. Odeio. E não é pouco não. Todo mundo se acha no direito. […] Todo mundo acha que é juiz nas audiências virtuais”.
A advogada reclamou que a juíza estaria fazendo distinções entre uma testemunha e os outros depoimentos do processo. “Olha, que bonitinho, depois de 40 anos eu estou aprendendo como é que pergunta para testemunha”, respondeu a magistrada, com ironia.
“É só levantar a minha parcialidade e eu vou declarar com o maior prazer, um processo a menos para julgar, ainda mais um banco. Vou ter uma alegria enorme. Eu tenho 300 processos por mês, não vai fazer diferença”, seguiu a juíza.
⏯️ “Que m3rda de diferença faz?”, diz juíza em audiência
— Metrópoles (@Metropoles) August 28, 2024
“Odeio fazer audiência virtual”, diz juíza Cleuza Gonçalves Lopes, do TRT-18; juíza e tribunal não comentam xingamento de magistrada
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Nem a juíza e nem o TRT comentaram as declarações. O tribunal, por sua vez, afirmou à Metropoles que a audiência virtual em questão está em sigilo e que sua divulgação é uma “violação legal”.
“O tribunal ressalta que preza sempre pelo respeito mútuo, urbanidade e cooperação com todos os órgãos que compõem o sistema de justiça. A Justiça do Trabalho goiana reafirma sua crença nas relações harmoniosas e respeitosas que tem cultivado com a advocacia ao longo de seus quase 34 anos de existência”, disse o orgão.