Justiça
Publicado em 09/09/2025, às 10h03 Rosinei Coutinho/STF Matheus Simoni
O ministro Alexandre de Moraes, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros integrantes do chamado núcleo crucial da trama golpista, rejeitou nesta terça-feira (9) as preliminares apresentadas pelas defesas dos acusados.
Em seu voto, o magistrado afastou alegações de que os advogados teriam sido cerceados ao tentar defender os clientes. Moraes ainda rejeitou a nulidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid e de supostas contradições nos depoimentos. Para o ministro, houve a "regularidade" e "voluntariedade" para firmar o acordo.
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O ministro frisou que a própria defesa de Cid havia reconhecido a ausência de coação. Moraes ainda rebateu o argumento de que houve ausência de tempo hábil para análise dos autos do processo. "Do fornecimento até as alegações finais, quatro meses de passaram e nenhuma defesa juntou um único documento pertinente", disse o magistrado.
"Todas as provas utilizadas pela Procuradoria Geral, pelo MP, para o oferecimento de denúncias, estão no processo desde o início e as defesas tiveram total acesso", declarou o ministro.
Ainda segundo Moraes, as alegações de contradições nos depoimentos não se sustentam. "São 8 depoimentos que poderiam estar em um. São sobre fatos diversos, não são contraditórios", declarou.
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