Justiça
Publicado em 31/05/2025, às 07h30 Reprodução/Youtube Claudia Cardozo
Durante o JusNews Podcast, Marina Marinho, advogada, pós-doutoranda em Ciências da Computação na UFAM, detalhou o trabalho do Jusbrasil no desenvolvimento da JusIA. Liderando um time de 20 pessoas, majoritariamente mulheres advogadas, que atuam ao lado de desenvolvedores e designers, Marina explica que a ferramenta busca ser um verdadeiro "assistente" para o profissional do Direito.
Com vasta experiência em escritórios, instituições públicas e vida acadêmica, Marina migrou para o Jusbrasil em 2021, atuando na criação de produtos digitais para o público jurídico. Segundo ela, a principal preocupação do Jusbrasil com a JusIA é que ela "de fato vai trazer eficiência e ganho de produtividade". Por serem advogados imersos na rotina de pesquisa jurídica, o time compreende a complexidade de lidar com artigos, notícias, decisões judiciais e legislação, visando criar uma ferramenta que auxilie e "evite revisões complexas".
Marina Marinho reconhece que a "IA vai errar" em algumas ocasiões, por isso o cuidado em utilizar uma base de dados públicos, disponíveis na internet e nos tribunais, de fontes seguras. A rastreabilidade da informação é uma prioridade, garantindo que a JusIA apresente referências e comentários que justifiquem a importância de cada documento. A possibilidade de verificar as informações é um pilar da ferramenta.
As principais preocupações do Jusbrasil estão ligadas à revisão e à segurança da informação, assegurando que ela sempre venha de um documento oficial. A empresa acompanha de perto a regulação no CNJ e participa ativamente desses debates, defendendo que a responsabilidade é sempre do advogado e que a ferramenta não o substitui. Marina reforça a importância da regulação para que o papel do advogado seja preservado, e destaca que o Jusbrasil não utiliza dados do usuário para treinar seus modelos de IA.