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Justiça absolve PM que agrediu brutalmente mulher em São Paulo em 2020; veja vídeo

Decisão sobre o caso que abalou o Brasil ocorreu na última terça-feira (23)  |  Reprodução/TV Globo

Publicado em 24/08/2022, às 12h38   Reprodução/TV Globo   Redação BNews

A Justiça Militar de São Paulo decretou, na última terça-feira (23), a absolvição do policial militar que foi flagrado pisando no pescoço de uma mulher negra durante uma ocorrência em 2020. O soldado João Paulo Servato recebeu três votos a favor contra dois opositores no julgamento. No vídeo exibido pelo Fantástico em julho daquele ano, o agente aparece agredindo veementemente a comerciante, de 59 anos de idade. 

Juntamente com ele, o cabo Ricardo de Morais também foi absolvido. O Ministério Público do Estado de São Paulo, durante o julgamento, apontou que o soldado cometeu lesão corporal, abuso de autoridade, falsidade ideológica e inobservância de regulamento. Do mesmo modo, o outro policial recebeu falsidade ideológica e inobservância de regulamento. 

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Responsável por defender a vítima, o advogado Felipe Morandini classificou a absolvição como “absurda” e recorrerá da decisão. 

Relembre o caso 

No dia 30 de maio, um policial pisou no pescoço de uma mulher negra, na zona sul de São Paulo, durante uma discussão em função de atividade comercial em um bar. De acordo com a reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no dia 12 de junho, a confusão iniciou por causa de um carro que estava com som alto, na porta do bar da vítima.

O detalhe é que a mulher pediu para que o motorista abaixasse o som e, ao sair do estabelecimento comercial, notou uma viatura parada e um policial desferindo agressões verbais sobre seu amigo. 

"Aí eu pedi para o policial não bater mais nele que ele já estava desfalecido, deitado no chão e o policial sobre o rosto dele", relatou à reportagem. Mãe de cinco filhos e dois netos à época, a comerciante descreveu o fato. "Ele me bateu e quanto mais eu me debatia mais ele apertava a botina no meu pescoço", declarou.

No período, os agentes militares chegaram a ser afastados, de acordo com a afirmação do governador João Doria feita em um post publicado em suas redes sociais.

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