Justiça

Justiça concede medida protetiva a idosas da a Irmandade da Boa Morte; entenda

As suspeitas foram afastadas da Irmandade da Boa Morte e devem obedecer imposição da medida protetiva  |  Reprodução/Conselho Estadual de Cultura

Publicado em 19/04/2026, às 16h56   Reprodução/Conselho Estadual de Cultura   Mariana Cedrim

As idosas integrantes da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, conseguiram uma medida protetiva concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado, após denúncias de agressões registradas na Defensoria Pública do Estado da Bahia.

As idosas, de idades entre 83 e 97 anos relataram que, noviças integrantes da confraria praticavam agressões verbais, além de humilhações públicas, ameaças e constrangimento físico. As suspeitas foram afastadas da Irmandade e devem obedecer imposição de distância mínima e proibição de contato.

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Essa decisão é a manutenção de outra medida, concedida em em agosto de 2025. Porém, antes disso, a solicitação havia sido negada. A irmã da Boa Morte Cleuza Santana explicou as noviças desrespeitaram a hierarquia dentro da confraria e que a decisão trouxe muita felicidade.

"O respeito à ancestralidade e às tradições é algo muito importante na irmandade, que estavam sendo violadas. Essa decisão preserva a manutenção das hierarquias ancestrais e o respeito à própria história da irmandade, instituição secular com mais de 200 anos de existência."

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