Justiça

Justiça condena 'grupo de sicários' por morte de advogado

Investigações apontam que o crime pode estar ligado a atividades de jogos de azar, com o advogado planejando abrir um bar de apostas em Botafogo.  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 07/03/2026, às 07h46 - Atualizado às 08h06   Reprodução/Redes Sociais   Daniel Serrano

Três homens foram condenados pelo assassinado do Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros em 2024 no centro do Rio de Janeiro. Em sua decisão, o juiz Cariel Bezerra Patriota condenou o policial militar Leandro Machado da Silva; o ex-funcionário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Cezar Daniel Mondêgo de Souza, e Eduardo Sobreira Moraes, 30 anos de prisão, cada um.

Na decisão, o magistrado disse que foi comprovada a participação dos réus em um grupo organizado de sicários responsável por planejar e executar homicídios. A organização tinha uma divisão de tarefas e atuava para obter vantagens econômicas e na expansão de poder.

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O trio foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, emboscada e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com as investigações, Leandro providenciou os carros usados no crime, Cezar teria monitorado a rotina da vítima e Eduardo dirigia o veículo enquanto acompanhavam os passos do advogado antes da execução.

A suspeita é que o crime teria relação com atividades ligadas a jogos de azar. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), os três condenados integravam uma organização criminosa ligada ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.

Durante o julgamento, o promotor Bruno de Faria Bezerra disse que o assassinato do advogado seria uma mensagem para impedir novos investimentos no mercado de apostas nas áreas dominadas pelo grupo.

O MPRJ diz que o advogado pretendia abrir um bar de apostas esportivas semelhantes à caça-níqueis no bairro de Botafogo, onde o bicheiro teria pontos de jogo do bicho e um bingo clandestino.

O caso

O advogado Rodrigo Marinho Crespo foi assassinado no dia 26 de fevereiro de 2024, quando chegava ao edifício onde ele trabalhava, no centro do Rio de Janeiro.

O crime ocorreu por volta das 17h. O advogado caminhava com outro homem a cerca de 50 metros da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro. Imagens das câmeras de segurança mostraram o momento em que Rodrigo foi atingido por um homem encapuzado.

O atirador saiu de um carro que estava na frente do prédio. O advogado foi atingido por ao menos dez disparos na região do rosto e do tórax.

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