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Justiça

Justiça condena mulher que fingiu sequestro para extorquir mais de R$ 3 mil da mãe

Jéssica Fernanda Pereira de Aguiar pediu para a filha contar à avó sobre o falso sequestro, pedindo inicialmente pR$ 5.000,00 de resgate  |  Magnific

Publicado em 19/10/2026, às 18h33   Magnific   Sophia Souza

O Tribunal de Jsutiça de São Paulo (TJSP) condenou Jéssica Fernanda Pereira de Aguiar Campos a quatro anos de reclusão, inicialmente em regime aberto, por forjar um sequestro para extorquir dinheiro da própria mãe, Maria Hedileide Pereira. 

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A pena deverá ser cumprida por meio de prestação de serviços à comunidade pelo período de quatro anos, além do pagamento de um salário mínimo em favor de entidade assistencial. 

De início, Jessica foi absolvida em primeira instância utilizando o  artigo 181, inciso II, do Código Penal, que dá imunidade penal para crimes patrimoniais sem violência ou ameaça grave contra pai ou mãe.

No entanto, o Ministério Público de São Paulo recorreu e pediu a condenação por extorsão, que acabou sendo atendida pelo TJSP. De acordo com o tribunal, fingir sequestro contra familiares configura extorsão e não estelionato, já que a mãe entregou o dinheiro após ser coagida pelo temor de ver a filha morta, caracterizando grave ameaça.

Pediu para a filha mentir sobre o sequestro

Jéssica, de 31 anos, pediu para a filha de 7 anos contar à avó que ela tinha sido levada por um homem em um carro preto. Durante seu depoimento, Jśssica admitiu ter usado a criança porque sabia que os familiares acreditariam no relato dela. 

A mulher então saiu de casa e começou a mandar mensagens para a mãe, afirmando que estava sendo mantida em cativeiro por dois homens armados. Para pressionar mais os pais, Jéssica ainda alegou estar sendo ameaçada de morte, mal alimentada, obrigada a tomar remédio para dormir e chegou até a simular que pularia de uma ponte.

Enquanto fazia esses relatos, a mulher estava hospedada na casa do amigo, Deivid. Inicialmente, Jéssica pediu R$ 5.000,00 de resgate e, ao perceber a dificuldade da família, reduziu a exigência para R$ 3.500,00. Ela também fixou o meio-dia de segunda-feira como prazo limite antes que fosse “morta” pelos sequestradores.

A mãe pagou o valor via Pix. O dinheiro foi repassado para a conta de Larissa Dorta, que reteve R$ 100 pelo uso da conta e devolveu R$ 3.400,00 para Jéssica. Depois disso, ela avisou que foi “libertada”. 

Os policiais civis que monitoravam o local a abordaram na porta de casa. Na delegacia, Jéssica apresentou versões confusas até confessar a farsa. Devido aos limites de transação bancária, Jéssica devolveu R$ 1.000,00 à mãe no mesmo dia

O caso ocorreu em Piracicaba, no interior de São Paulo, entre janeiro e fevereiro de 2026. 

Classificação Indicativa: Livre


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