Justiça
Publicado em 27/08/2026, às 17h18 Reprodução/Redes sociais Sophia Souza
A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e de outros cinco réus da Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada no dia 21 de agosto e incluída no processo nesta quinta-feira (27).
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Deolane está presa desde o dia 21 de maio, no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. O juiz do caso reavaliou a manutenção da prisão preventiva após 90 dias de detenção.
A decisão menciona a necessidade de garantir a ordem pública e econômica, além da conveniência da instrução criminal e da aplicação da lei penal.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a organização criminosa era dividida em três núcleos: decisório, operacional e financeiro.
O grupo decisório estaria ligado ao chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, enquanto o financeiro teria Deolane como integrante.
Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a influenciadora seria a principal responsável por ocultar e dissimular recursos de origem ilícita por meio de contas bancárias vinculadas a ela e as suas empresas.
Outro argumento apresentado pela Gaeco é que os outros dois denunciados, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, continuam foragidos. Logo, segundo a promotoria, isso reforça a necessidade de manter a prisão preventiva.
Em nota, a defesa da influenciadora afirmou que recebeu com supresa a decisão e classificou como “desnecessária, ilegal e desproporcional”. Os advogados afirmam que Deolane é inocente e não possui nenhum vínculo com qualquer organização criminosa.
Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane. Segundo a relatora do caso, a promotora Renata Cantello, as alegações da defesa e do relatório da OAB-SP eram "meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna".
A promotora também destacou que Deolane está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde a prisão.