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Justiça mantém prisão de Marcola e cita depósitos para Deolane Bezerra

Análise de celular apreendido revela depósitos suspeitos para Deolane Bezerra, indicando possível ligação com o crime organizado.  |  Divulgação / Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 10/07/2026, às 15h52 - Atualizado às 15h52   Divulgação / Reprodução / Redes Sociais   Daniel Serrano

A Justiça de São Paulo negou os pedidos de habeas corpus de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), e de familiares investigados na Operação Vérnix.

Na decisão, a 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concluiu ainda que há indícios de que ele seguiu exercendo influência sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro, mesmo estando preso no sistema penitenciário federal.

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A Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), ganhou repercussão nacional por ter entre os alvos a influenciadora Deolane Bezerra.

Segundo as investigações, uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau, no interior do estado de São Paulo, teria sido usada para movimentar recursos da facção criminosa e ocultar patrimônio de integrantes da cúpula do PCC.

Ao analisar os pedidos da defesa, a justiça rejeitou a alegação de que os fatos investigados seriam antigos e não apresentariam contemporaneidade suficiente para justificar as prisões preventivas. Para o TJSP, os elementos reunidos durante a investigação indicam que a suposta estrutura criminosa permaneceu em funcionamento e que Marcola continuava exercendo influência sobre a movimentação financeira do grupo, mesmo recolhido ao sistema prisional federal.

De acordo com o Ministério Público, Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro da organização, administra patrimônio atribuído a Marcola e a Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, além de cumprir determinações da cúpula da facção.

Ainda segundo a investigação, a análise do celular apreendido com Ciro Cesar Lemos mostra registros de depósitos destinados às contas da influenciadora Deolane Bezerra e de Everton de Souza, conhecido como "Player". Entre 2018 e 2021, Deolane teria recebido R$ 1.067.505 por meio de depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil. A prática, conhecida como smurfing, foi usada para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

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