Justiça
Publicado em 27/01/2025, às 18h42 Reprodução G1 Redação Bnews
A Justiça do Paraná acolheu, em 14 de janeiro, a denúncia do Ministério Público do estado (MP/PR) contra Suzana Dazar dos Santos. A mulher é acusada de matar a enteada, Isabelly Oliveira Assunpção, de três anos, em 7 de maio de 2022, em Cascavel, na véspera do Dia das Mães.
Segundo matéria do G1, o MP entendeu que a madrastra usou brinquedos e um banco para induzir a menina a se afogar na máquina de lavar roupas. A criança não morava com o pai, mas tinha ido passar a sexta-feira e o sábado na casa onde ele vivia com a suspeita, em Country. No momento do fato, o homem estava trabalhando.
No documento, que tramita em segredo de Justiça e foi obtido com exclusividade pela RPC Cascavel, o MP diz: "a denunciada previu e assumiu conscientemente o risco de ocasionar a morte da vítima".
Ainda conforme a denúncia, a mulher agiu tomada pelo ciúme e pelo sentimento de posse em relação ao companheiro e pai de garota. Para ela, Isabelly era um empecilho no relacionamento do casal, pois proporcionava a reproximação da mãe com o pai. Suzana responderá por homicídio doloso por motivo torpe, com emprego de asfixia e violência doméstica e familiar.
Em entrevista concedida ao G1, os advogados da mulher afirmam que o que aconteceu foi um acidente e que a denúnca é exagerada. Segundo o advogado Paulo Hara Júnior, a criança e a madrastra tinham uma boa relação e que não havia motivos para ela ter matado a menina.
"Nós entendemos que não tem dolo, não tem marcas, nada mencionando isso no processo. Temos que analisar o processo de acordo com a lei, o mínimo que pode ter é culpa. Porque se fosse a mãe biológica? Infelizmente acontece de soltar a mão, nesse caso só porque é madrasta?", disse Suelane Gundim, advogada que também defende Suzana.
Já para Alexander Beilner, advogado da mãe de Isabelly, tem o mesmo entendimento que o MP e diz que os elementos encontrados no cenário, onde aconteceu o fato, corroboraram para que a criança tivesse o acesso facilitado à máquina cheia de água.
"Ela preparou toda uma situação para que o crime acontecesse. A máquina, o banquinho, ela estava de meia, os brinquedos foram colocados dentro da água. Pelo histórico da família ela não era de brincar, vários indícios levam a crer que tudo foi preparado, para que resultasse na morte", afirmou o defensor.
"Fato dela ficar mais de trinta minutos sozinha numa lavanderia nessas circunstâncias graves. Todos esses indícios que constam nos autos, que foi deliberado pela madrasta", concluiu Beilner.
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