Justiça

Ministro da Justiça nomeia defensora baiana para grupo de combate ao feminicídio no país

Aléssia Tuxá, primeira mulher indígena defensora na Bahia, foi escolhida para o comitê  |  Foto: Divulgação

Publicado em 29/06/2026, às 14h00   Foto: Divulgação   Redação Bnews

A defensora pública Aléssia Tuxá, que atua na Bahia, foi indicada para representar todas as defensorias do país em um comitê especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública criado para tentar conter a onda de violência contra a mulher e o feminicídio no Brasil.

O grupo, apelidado nos bastidores de "Seleção Feminina da Justiça", foi montado a dedo pelo ministro Wellington César Lima e Silva. 

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A ideia é fazer com que as cabeças mais pensantes da área jurídica, de delegadas a juízas, consigam dialogar e criar saídas que realmente funcionem na ponta, unindo estados, prefeituras e o governo federal. Para a Bahia, a indicação tem um peso duplo. Aléssia é a primeira mulher indígena a se tornar defensora pública no estado e coordena o Núcleo de Igualdade Étnica da DPE. 

No primeiro encontro do grupo, na capital federal, ela defendeu que o Brasil real precisa ser enxergado na hora de criar leis e projetos. "Nossa meta é desenhar políticas que reduzam o feminicídio de verdade. Mas isso só vai acontecer se a ajuda chegar lá na ponta, nas mulheres que vivem isoladas, em territórios distantes das capitais, e que muitas vezes o governo nem sabe que existem porque nem entram nos dados oficiais", cobrou a defensora baiana.

Ao todo, 12 mulheres formam esse comitê nacional, que faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Além de Aléssia Tuxá, o time conta com nomes conhecidos do meio jurídico e das redes sociais, como a advogada Fayda Belo, a secretária nacional de Acesso à Justiça Sheila de Carvalho, a juíza baiana Andremara dos Santos e a tenente-coronel Cláudia Moraes, da PM do Rio de Janeiro.

Classificação Indicativa: Livre


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