Justiça
Publicado em 11/09/2026, às 12h36 Alexandre de Moraes e André Mendonça - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil e Luiz Roberto/TSE Eduardo Costa
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, acusou o seu colega de Corte, ministro André Mendonça, de ser "seletivo" na quebra do sigilo de documentos ligados às investigações sobre o Banco Master.
Em documento enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes pediu a quebra total do sigilo do caso Master.
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O magistrado afirmou que Mendonça tornou públicos 15 procedimentos, mas deixou de disponibilizar outros 180 documentos que constariam nos sistemas do STF.
Para ele, o ministro tornou público apenas oque "entendeu conveniente". Para Moraes, essa atitude dificulta a análise completa das provas pelos demais integrantes do Supremo.
Moraes ainda aponta que Mendonça é “diretamente interessado” nas PETs 16.704 e 16.662, e que, por conta disto, teria “selecionado subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente”.
O magistrado considera que a falta destes relatórios “obstaculiza gravemente a análise probatória” pelos ministros que participaram do julgamento marcado para 15 de setembro.
Moraes pede que, após a queda do sigilo, todos os ministros citados nos documentos sejam intimados para prestar informações.
Além disso, o ministro solicitou que os documentos onde Mendonça é citado sejam julgados juntamente com o seu julgamento.
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