Justiça

‘Não foi acidente’: Advogado aponta dolo em morte de entregador por aplicativo na Avenida Paralela; ASSISTA

Motorista de 50 anos estaria embrigado quando atropelou jovem entregador na Avenida Paralela  |  Reprodução

Publicado em 31/03/2026, às 12h50 - Atualizado às 13h20   Reprodução   Maycol Douglas

A audiência de custódia do motorista Mauro Lázaro Araújo Santana, de 50 anos, que foi preso logo após de ter se envolvido em um acidente de trânsito que resultou na morte do jovem entregador Gabriel Lopes, na Avenida Paralela, em Salvador, aconteceu nesta terça-feira (31).

Em entrevista ao BNEWS, o advogado assistente da acusação,  Idalício Braga, fez um balanço da audiência de custódia que, até o momento da publicação desta matéria, ainda não teve o resultado divulgado. Ele explicou que o crime foi classificado como culposo, mas ele tenta reverter para que seja classificado como doloso.

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"A questão é justamente que como foi classificado de forma genérica como culposo, impossibilita uma decretação de prisão preventiva. O Ministério Público deu parecer pela concessão da liberdade provisória com arbitramento de fiança, condicionado com a suspensão da carteira de habilitação do flagranteado", iniciou.

"A assistência de acusação entende que a partir do momento que ele ingere bebida alcoólica, que ele se evade do local, depois ele retorna informando que não foi ele que estava na condução, que foi a irmã, apresentando terceiros, e, no momento de fazer o teste de alcoolemia, ele se recusa. Todo esse contexto conduz com a ideia do dolo eventual", completou.

Segundo o advogado, neste contexto, a assistência de acusação acredita que é possível transformar a prisão em flagrante em preventiva. "Abre brecha e possibilita a conversão da prisão. A luta é em prol disso, para garantir uma resposta a sociedade e também para a família. Não ficando mais um crime desse impune".

Classificação Indicativa: Livre


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