Justiça

“Não vai passar impune”, afirma Felipe Freitas sobre o adiamento do julgamento dos acusados pelo assassinato de Mãe Bernadete

Agora, a sessão acontecerá em 13 de abril, com previsão de duração de dois dias  |  BNEWS

Publicado em 24/02/2026, às 10h00   BNEWS   Claudia Cardozo e Rebeca Santos

O início do julgamento dos acusados pelo assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, no Fórum Ruy Barbosa, foi adiado pela Justiça nesta terça-feira (24), em Salvador.

Agora, a sessão acontecerá em 13 de abril, com previsão de duração de dois dias.

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Em coletiva, o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, comprometeu-se a acompanhar o andamento do caso e oferecer aos familiares de Mãe Bernadete respostas da investigação.

“Quero reafirmar aqui para a família, para toda a imprensa, o nosso compromisso em acompanhar esse caso. Esse é um caso emblemático para todo o país, no sentido de que representa um desafio à democracia brasileira. O ataque à vida de uma defensora de direitos humanos é um ataque à democracia. Portanto, nossa obrigação, como autoridades públicas, é acompanhar a investigação e entregar à família respostas dela”, afirmou.

Apesar do adiamento do julgamento, o secretário destacou que retornará novamente com os familiares para o julgamento até que a justiça seja feita e enfatizou que o crime “não vai passar impune”.

“Portanto, nós vamos acompanhar o julgamento, vamos estar aqui junto com a família novamente — nós e o Ministério dos Direitos Humanos também — para reafirmar o nosso compromisso com a responsabilização. Não é possível, na democracia, que um crime como esse passe impune”, concluiu.
Conforme apurado pelo BNews,a alteração foi ocasionada após os réus mudarem de defesas. Anteriormente, os dois acusados estavam sendo assistidos pela Defensoria Pública. Contudo, na manhã da última segunda-feira (23), pediram para protocolar a defesa constituída por eles, através de advogados particulares. 
Por haver peças no processo que tramitam em sigilo, os advogados pediram novo prazo para poder estudar mais o processo e garantir a ampla defesa dos acusados. O Promotor do caso é Raimundo Moinhos, de Juazeiro.

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