Justiça

OAB-BA cobra SSP por inércia em casos do "golpe do falso advogado"

Ofício da OAB-BA destaca a necessidade de ações efetivas da SSP-BA para coibir fraudes que geram insegurança  |  Fotos: Divulgação

Publicado em 16/04/2026, às 13h00   Fotos: Divulgação   Redação Bnews

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA), por meio do Colégio de Presidentes de Subseções, enviou na última terça-feira (07) um ofício à Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) manifestando profunda preocupação com a ausência de resultados no combate ao “golpe do falso advogado”. No documento, a entidade reitera a cobrança por ações concretas, semelhantes às que já ocorrem em outros estados brasileiros.

A prática criminosa, que tem se intensificado em toda a Bahia, tem causado prejuízos significativos à sociedade e gerado uma insegurança generalizada. De acordo com a Ordem, embora uma operação específica da Polícia Civil tenha sido anunciada há meses para reprimir esses delitos, não há, até o momento, registros de ações efetivas ou prisões, o que acentua a sensação de inércia por parte dos órgãos de segurança.

Unidade institucional

A manifestação é assinada pela diretoria da OAB-BA e pelos presidentes das 37 subseções no estado, reforçando a gravidade da situação enfrentada em diversas regiões. O tema já havia sido pauta central durante o Colégio de Presidentes de Subseções, realizado em Barreiras nos dias 26 e 27 de março, onde a OAB-BA cobrou publicamente respostas da SSP-BA.

Segundo a instituição, o avanço do golpe prejudica tanto o cidadão comum, que é a vítima direta da fraude financeira, quanto os profissionais da advocacia, que têm seus nomes utilizados indevidamente pelos criminosos.

Ações da OAB-BA

Paralelamente às cobranças junto ao governo, a OAB-BA desenvolve ações próprias para mitigar o problema. Entre as medidas estão:

Articulação e Cobrança

A OAB-BA também informou que tem enviado dossiês à Polícia Civil e mantido reuniões com o Ministério Público e a cúpula da segurança pública estadual. O objetivo é a elaboração de um protocolo integrado de combate ao golpe, envolvendo instituições como o Tribunal de Justiça, Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público.

“Apesar de nossos esforços diligentes, não temos visto a resposta necessária das autoridades de segurança pública”, destaca o ofício do Colégio de Presidentes. Diante do cenário, o documento cobra providências imediatas para que a Polícia Civil intensifique as investigações e responsabilize os envolvidos, visando interromper o ciclo de fraudes no estado.

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