Justiça
Publicado em 10/01/2026, às 12h28 Reprodução / Mariia Shalabaieva / Unsplash Bruna Rocha
A Indonésia suspendeu neste sábado (10) o uso do Grok, assistente de inteligência artificial da plataforma X, pertencente a Elon Musk, após um escândalo envolvendo a criação de imagens pornográficas falsas de pessoas nuas.
“Para proteger mulheres, crianças e o público em geral dos riscos de conteúdo pornográfico falso gerado por meio de tecnologia de inteligência artificial, o governo bloqueou temporariamente o acesso ao aplicativo Grok”, afirmou a ministra das Comunicações e Digitalização, Meutya Hafid, em comunicado oficial.
A ministra enfatizou ainda que o governo indonésio considera as práticas de deepfake sem consentimento uma grave violação dos direitos humanos, da dignidade e da segurança dos cidadãos no ambiente digital. Além disso, a pasta informou que convocou representantes da plataforma X para prestar esclarecimentos.
Diante da repercussão, o Grok informou que a geração e a edição de imagens passarão a ser restritas a assinantes da plataforma.
A decisão, no entanto, gerou indignação no Reino Unido, um dos países mais críticos às ações de Elon Musk. Para o governo britânico, a medida “simplesmente transforma um recurso que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium” e representa “um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual”, segundo declarou uma porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer.
Em Bruxelas, a Comissão Europeia afirmou ter “tomado conhecimento das últimas alterações”, mas avaliou que as medidas adotadas são insuficientes.
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