Justiça
Publicado em 21/07/2026, às 14h57 Reprodução/ Redes Sociais Bernardo Rego
O juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, da 1ª Vara do Tribuanl do Júri da Comarca de Salvador, recebeu a denúncia contra o policial militar João Marcelo Araújo Hermano acusado de matar a tiros a esposa, Celeste Martins Oliveira do Nascimento, de 39 anos, no apartamento onde morava no Edfício Mirabeau Sampaio, no bairro do Barbalho, em Salvador.
Na decisão a que o Bnews teve acesso, o magistrado também decidiu manter a prisão preventiva do policial em virtude da gravidade do delito e abriu prazo para manifestação.
[...] "Considerando que não houve alteração da situação fática, os pressupostos para manutenção do cárcere ainda subsistem. Com efeito, os documentos reunidos revelam a gravidade do delito, evidenciada pelo modus operandi do denunciado, que efetuou disparo de arma de fogo na parte superior da cabeça da vítima, sua companheira. Ademais, há indícios de que ele após o fato inovou artificiosamente o estado de lugar e de coisa, queimando o celular da vítima e colocando em um saco plástico contendo água", escreveu o juiz na decisão que recebe a denúncia do Ministério Público.
Paulo Sérgio também determinou que o réu apresente sua defesa, por escrito, no prazo de dez dias nos termos do artigo 406 do Código de Processo Penal (CPP), além de arrolar as testemunhas
Celeste Martins Oliveira do Nascimento, de 39 anos, que também era cabo da Polícia Militar, foi executada com um tiro na nuca enquanto estava sentada no sofá no dia 3 de julho no bairro do Barbalho, em Salvador, no Edifício Mirabeau Sampaio
Ela e o marido atuavam no setor de inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Em nota, a SSP informou que trata o caso como feminicídio e afirmou que todas as medidas necessárias para a completa elucidação dos fatos e responsabilização do autor estão sendo adotadas pelas autoridades.
A pasta lamentou a morte da policial e reforçou o compromisso institucional no enfrentamento à violência contra a mulher. "A SSP reafirma seu absoluto repúdio e o compromisso no combate a toda e qualquer forma de violência contra a mulher", destacou.
A Polícia Militar da Bahia também manifestou pesar pela morte da cabo Celeste e informou que acompanhará o andamento das investigações, além de adotar as medidas administrativas cabíveis. A corporação afirmou que permanece comprometida com "a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos".
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