Justiça

PopRuaJud do TJBA fecha ciclo de 2026 com mais de 14 mil atendimentos na Bahia

Com 4.426 atendimentos em um dia, PopRuaJud se torna política fixa do TJBA, promovendo dignidade e cidadania para a população vulnerável  |  Foto: Divulgação

Publicado em 02/09/2026, às 12h00   Foto: Divulgação   Redação Bnews

O mutirão PopRuaJud bateu a marca de 14 mil atendimentos gratuitos a pessoas em situação de rua só neste ano. A iniciativa, tocada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), circulou por três praças estratégicas: começou por Salvador em abril, subiu para Feira de Santana no mês de maio e encerrou a etapa recente em Camaçari, no último dia 21 de agosto.

Só nessa passagem pela Região Metropolitana foram 4.426 registros em um único dia. Antes disso, a parada em Feira já havia anotado outros 4.232 atendimentos.

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Quem foi até os postos não encontrou só advogado ou juiz para tirar dúvida de processo. A força-tarefa levou para o mesmo espaço emissão de segunda via de documento, cadastro para vaga de emprego, atendimento médico rápido e suporte psicológico. Na prática, é o tipo de serviço básico que costuma travar na burocracia do dia a dia de quem dorme na calçada.

Caíque Silva dos Santos, de 33 anos, passou pela tenda montada na capital e resumiu o peso da rotina: “O mais difícil de morar na rua é a exposição ao relento e ao perigo. Agora, minha expectativa é de melhora de vida e, o principal, de segurança”. Já em Feira, o foco de Antônio Carlos de Oliveira, 55, era não ficar sem renda: “Eu estava com medo de perder meu benefício, mas consegui regularizar aqui e isso não vai mais acontecer”.

Decreto fixou ação no calendário oficial

A demanda reprimida fez o tribunal mudar o status do projeto. Em maio, o presidente do TJBA, desembargador José Rotondano, assinou o Decreto Judiciário nº 731/2026, transformando o PopRuaJud em política fixa da Corte, e não apenas um evento esporádico.

A regra segue a cartilha da Resolução 425 do CNJ, que barra a criminalização da pobreza e foca no combate à aporofobia. Sob a coordenação da desembargadora Maria de Fátima Silva Carvalho, a mesa reúne desde secretarias municipais e estaduais até entidades civis, a exemplo do Movimento Nacional da População em Situação de Rua.

Classificação Indicativa: Livre


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