Justiça

Postagem contra Lula leva Moraes a mandar PF investigar Flávio Bolsonaro

O inquérito foi autorizado após análise da Procuradoria, que considera as acusações como potencialmente prejudiciais ao presidente  |  Fabio Rodrigues-Pozzebom e Lula Marques / Agência Brasil

Publicado em 15/04/2026, às 09h05   Fabio Rodrigues-Pozzebom e Lula Marques / Agência Brasil   Redação Bnews

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandou a Polícia Federal (PF) entrar em campo para investigar uma publicação do senador Flávio Bolsonaro (PL) que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no centro de acusações graves e sem prova.

A ordem é direta: abrir inquérito e apurar se houve calúnia. A PF tem 60 dias para dar os primeiros passos.

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Post nas redes virou alvo
O ponto de partida é uma postagem feita por Flávio nas redes sociais. Nela, Lula aparece associado a uma imagem do venezuelano Nicolás Maduro sendo preso. O texto vai além da provocação política e lista crimes pesados:

“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

Lula será delatado.

É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas… pic.twitter.com/dhMX4UCgR2

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 3, 2026

A avaliação dentro da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi de que o conteúdo ultrapassa o debate político e entra no terreno penal. No parecer enviado ao STF, a PGR sustenta que houve atribuição falsa de crimes ao presidente, de forma pública e com potencial de atingir milhares de pessoas:

“A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República (tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes eleitorais)”.

Moraes concordou com a linha da Procuradoria e autorizou a investigação.

Prazo correndo e cenário político no fundo
O caso caiu com Moraes após sorteio entre os ministros da Corte. A partir daqui, a PF deve reunir elementos, ouvir envolvidos e decidir se há indícios suficientes para avançar.

Classificação Indicativa: Livre


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