Justiça

Presidente da Fundação Itaú defende resgate da leitura como ferramenta contra riscos da IA; ASSISTA

Eduardo Saron destaca a importância do pensamento crítico e da cultura na adaptação à inteligência artificial.  |  Reprodução

Publicado em 12/08/2025, às 12h32 - Atualizado às 12h40   Reprodução   Redação BNews com informações de Claudia Cardozo

O avanço da inteligência artificial exige mais do que adaptação tecnológica: demanda pensamento crítico, cultura e vivência real. Essa foi a mensagem central do presidente da Fundação Itaú, Eduardo Saron, que concedeu entrevista ao BNEWS, durante o 4º Congresso Internacional de Inovação Jurídica, o AB2L Lawtech Experience. O evento acontece nesta terça-feira (12), no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

À reportagem, Saron ressaltou que, para lidar com a avalanche de informações, e possíveis distorções, trazidas pela IA, é necessário resgatar hábitos simples, como a leitura. “Não apenas livros técnicos, mas obras de ficção e narrativas diversas, que ampliam nossa capacidade de fabulação e reflexão”, afirmou.

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Ele defendeu ainda que saber fazer boas perguntas é mais importante que aceitar respostas prontas. “Como diria Sócrates, a boa pergunta é mais importante que a resposta. E, quando a resposta chega, é fundamental buscar fontes e referências confiáveis”, disse.

O executivo ainda apontou três habilidades essenciais para o profissional do futuro: pensamento analítico, para decompor problemas e entender a relação entre partes e todo; pensamento criativo, para propor soluções originais e inovar; e capacidade de adaptação, para enfrentar mudanças constantes sem se paralisar.

Para Saron, a filosofia não é apenas uma aliada do direito, mas de todas as profissões que trabalham com conhecimento. “Ela amplia a densidade de raciocínio, cria conexões e oferece critérios sólidos para lidar com padrões e memórias que a IA organiza como ninguém”, explicou.

Sobre o combate à desinformação, especialmente em tempos de fake news, o presidente da Fundação Itaú fez um alerta: equilibrar o mundo digital com experiências reais.

“Congressos, encontros presenciais, museus, igrejas e espaços culturais são fundamentais para discernir o que é real e o que é sintético. Nunca foi tão importante garantir que jovens, profissionais e famílias vivam esses encontros de forma intensa”, concluiu.

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