Justiça

Presidente do TJ-BA fala sobre 310 medidas protetivas deferidas no carnaval: "Exagerado e preocupante"

Presidente do TJ-BA, José Rotondano celebrou parceria com o bloco Filhos de Gandhy  |  Reprodução/ Vídeo Bnews

Publicado em 15/02/2026, às 16h06   Reprodução/ Vídeo Bnews   Bernardo Rego e Claudia Cardozo

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), José Rotondano, está representando o Poder Judiciário e fortalecendo as ações feitas pelos órgãos de Justiça no Carnaval de Salvador. Em 2026, mais uma vez o TJ-BA celebra a parceria com o bloco Filhos de Gandhy que sempre divulga uma mensagem de paz durante o percurso.

Em entrevista ao Bnews, Rotondano frisou que o carnaval é um momento de paz, de diversão. Esclareceu ainda que muitas medidas protetivas foram deferidas pelo Poder Judiciário, incluindo casos de violência contra a mulher.

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"Nós estamos aqui com os filhos de Gandhi. Esse afoxé é que transmite paz e os princípios de Gandhi sempre paz, perseverança, tranquilidade. Nós estamos aqui para divulgarmos as nossas campanhas. As ações positivas voltadas para contra a violência doméstica, contra a violência criança e adolescente, contra idosos, enfim, feminicídio, todo tipo de violência que para nós é tolerância zero", comentou.

"Nesse período nós já realizamos mais de 120 audiências de custódia e já foram apreciadas, melhor dizendo, mais de 310 medidas protetivas. É um número preocupante. Isso tem sido recorrente e por isso que nós estamos aqui hoje na avenida, com esse intuito de até de transmitir esse número para as pessoas, para as pessoas saberem que esse número é exagerado", esclareceu.

"Em três dias, quinta, sexta, sábado e até hoje domingo, quatro dias de carnaval, 310 medidas protetivas foram apreciadas. Então, significa que a violência está recorrente e que nós precisamos dar um basta nisso. E o judiciário está respondendo à altura. Então, de quase 120 é audiências de custódia realizadas, mais de 80 pessoas permanecem custodiadas esperando a terminar a folia para se decidir", acrescentou o desembargador ao pontuar que o desejo é que o carnaval seja sem violência e a finalidade do Poder Judiciário é transmitir paz.

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