Justiça

“Primeiro a gente começa, depois aperfeiçoa”: promotor de Justiça comenta polêmica dos cachês de São João

Orientações e fiscalização do Painel da Transparência geram uma economia de mais de R$ 22 milhões nos gastos com os festejos, segundo Frank Ferrari  |  BNews

Publicado em 16/06/2026, às 12h43 - Atualizado às 17h58   BNews   Cibele Gentil e Yuri Pastori

Fruto da iniciativa do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), em parceria com os Tribunais de Contas do Estado (TCE-BA) e dos Municípios (TCM-BA), o Painel da Transparência colocou uma lupa sobre os contratos de artistas com o poder público para as festas juninas. A série histórica vem sendo registrada desde 2023 e já teria rendido números significativos para este ano.

De acordo com o promotor de Justiça Frank Ferrari, com o subsídio de dados coletados durante esse período, o MP pode formular notas técnicas que orientavam os gastos dos gestores públicos. “O resultado desse primeiro ano com essa nova modelagem de fiscalização, já rendeu uma economia voluntária pelos artistas de mais de R$ 22 milhões”, destacou o promotor de Justiça.

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A polêmica dos cachês do São João

De acordo com Frank Ferrari, a polêmica é um resultado da própria transparência do processo de contratação para as atrações do São João. “Transparência é comunicação. Ela comunica verdades sobre determinada realidade. No nosso caso, a realidade dos festejos juninos e dos preços praticados para os cachês dos artistas”.

Segundo a avaliação do promotor, o Painel de Transparência dos Festejos Juninos passou por amadurecimento com as experiências dos anos anteriores e hoje a atuação do Ministério Público pode ser mais efetiva. “Ao longo desses primeiros três anos, pudemos reunir informações suficientes sobre essa realidade. Nós conseguimos ter uma visão global e chegou o momento de partirmos também para atuar sobre essa realidade e tentar melhorá-la”, declarou.

Frank Ferrari explicou que o processo de evolução do Painel foi enriquecido pelas boas críticas e pela experiência, ajudado por vários participantes, e que deve continuar progredindo. “É processo, não é ato único, de um único dia. Não é em um único ano que a gente resolve todos os problemas (...) para construir aquele São João ideal que todos nós desejamos para a Bahia e para o povo baiano”, falou o promotor.

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